Estou cansado de ver crianças e adultos morrerem de fome em
África, crianças e adultos serem escravizados na Ásia, crianças e adultos tendo
que roubar para comer na América Latina, crianças servindo de soldados nas
guerras, mulheres e crianças sendo obrigadas a prostituírem-se fora dos seus países por
causa do tráfico humano. A ordem dos factores é arbitrária, e qualquer uma destas
situações se pode passar em qualquer um dos continentes. E começo a estar farto, muito
farto mesmo de gentinha engravatada que anda a roubar de forma autorizada em todo
o mundo. Estou cansado de ouvir lamentações de gentinha que vive tranquila, rodeada de frivolidades,
encafuadas no seu mundinho como se lá fora tudo estivesse calmo e sereno dentro
da normalidade.
Se também, você Leitor, achar que aquilo que é preocupante
na sua vida for os aumentos da energia e os impostos sobre os bens alimentares
ou nas portagens das auto-estradas, e o aumento do desemprego, sem sequer parar
para pensar que enquanto não olharmos e vermos com atenção aquilo que está a
acontecer ao redor do mundo, então, preocupante poderá ser mesmo o tipo de vida que esteja a
levar. Indigne-se contra a forma como está a ser tratado em Portugal, mas não se esqueça que não é o único a ser maltratado em todo o mundo.
Estou preocupado com o que está a acontecer em Portugal e no resto da Europa, por
um motivo, eu acreditava que as conquistas no Velho Continente seriam um exemplo
para melhorar o resto do mundo; e o que vejo eu? Vejo os governantes da velha
Europa coniventes com as atrocidades praticadas em todo o mundo e ainda
considerando que ao invés de se melhorar as condições de vida de toda a população
mundial aquilo que há a fazer é piorar as condições de vida daqueles que estão melhor.
Precisamos no entanto reflectir que aqueles que até há poucos anos estavam na mó de cima, como europeus e americanos, vivem em países que nos últimos séculos exploraram outros povos com intuitos meramente financeiros sem se preocuparem com questões sociais. No meu país há um ditado que diz: "Cá se fazem, cá se pagam!"
Erros do passado resultam do tipo de mentalidades da época. O que já não é admissível é que se continue a perpetuar o erro apesar de toda a informação que existe. É que antes as pessoas ainda podiam justificar que não sabiam o que se estava a passar no resto do mundo, mas hoje já não mais desculpas, a informação está aí.
No Brasil diz-se que os portugueses roubaram o ouro, como se isso fosse a coisa mais grave! Eu pergunto: o que fizeram aos índios, e aos escravos africanos? E o que se continua hoje a fazer aos indígenas, aos africanos e aos pobres? Quer seja no Brasil, no resto da América do Sul, na América do Norte, em África ou na Ásia e na Europa...
Precisamos no entanto reflectir que aqueles que até há poucos anos estavam na mó de cima, como europeus e americanos, vivem em países que nos últimos séculos exploraram outros povos com intuitos meramente financeiros sem se preocuparem com questões sociais. No meu país há um ditado que diz: "Cá se fazem, cá se pagam!"
Erros do passado resultam do tipo de mentalidades da época. O que já não é admissível é que se continue a perpetuar o erro apesar de toda a informação que existe. É que antes as pessoas ainda podiam justificar que não sabiam o que se estava a passar no resto do mundo, mas hoje já não mais desculpas, a informação está aí.
No Brasil diz-se que os portugueses roubaram o ouro, como se isso fosse a coisa mais grave! Eu pergunto: o que fizeram aos índios, e aos escravos africanos? E o que se continua hoje a fazer aos indígenas, aos africanos e aos pobres? Quer seja no Brasil, no resto da América do Sul, na América do Norte, em África ou na Ásia e na Europa...

Hoje tudo se vende, tudo se permite em nome do dinheiro. É até autorizado que se possam cometer grandes barbaridades sociais em nome do lucro financeiro. Não importa com quem se fazem transacções comerciais desde que isso seja lucrativo para alguém, o que não significa que seja benéfico para a maioria da população. Países onde não se respeitam os direitos humanos são tratados nas palminhas das mãos, como os EUA, a China ou Angola, e outros são desprezados e condenados ao ostracismo e ao embargo económico como é o caso de Cuba.
Se não houver uma união de todas as pessoas movidas pelas injustiças que se cometem contra os outros povos não esperem que a vida de cada um possa melhorar. O barco é só um e o afundamento dos outros arrasta todos por igual.
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