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17.12.12

Anti-patriotismo? - "Porreiro, Pá!"


"Porreiro, Pá!"

   É curioso, como Portugal, ao contrário de tantos países, sofre de tamanha falta de patriotismo dos seus governantes e de muitos outros membros da população!
   Vejamos os seguintes casos: o interesse do ex-
-Primeiro-ministro, Sr. Pinto de Sousa (o sr. Porreiro-Pá), de aderir ao Acordo de Londres sobre patentes que dá preferência
 às línguas inglesa, francesa, e até alemã em detrimento da portuguesa!


   
   O mesmo podemos dizer acerca do Acordo Ortográfico, como se pode ver no texto que se segue:
Já tenho afirmado, em resposta a essa questão colocada por jornalistas, que o acordo que Portugal assinou há vários anos atrás (porque tal acordo já foi assinado) não representa nenhum benefício para a língua e cultura portuguesa, pelo que não traria qualquer prejuízo se não entrasse em vigor. De resto, não vejo qualquer problema em que o português escrito possa ter grafias um pouco diferentes conforme seja de origem portuguesa ou brasileira. Antes pelo contrário, ajuda a mostrar a diversidade das expressões e acentua os factores de diferenciação que nos distinguem realmente e que reforçam a nossa identidade. Aliás, considero míope a visão de que o mercado brasileiro de cultura passará a estar aberto aos autores portugueses em razão da homogeneidade da grafia, pois que o interesse desse mercado pela nossa produção só pode depender do real interesse pelas nossas especificidades e aí a suposta barreira do grafismo não chega a ser uma barreira, pode ser um factor de distinção que acentua o interesse pela diferença.
Com os melhores cumprimentos
Pedro Passos Coelho


   Ora, nem o Primeiro-Ministro nem o seu Governo decidiram suspender a aplicação do Acordo Ortográfico que não traz vantagens para a população em geral, senão para alguns grupos editoriais portugueses que possam passar a ter algumas vantagens no Brasil. Já este grande país, tanto em termos geográficos como em número de falantes, decidiu suspender a aplicação do Acordo até 2016, e quem sabe, poderá nunca vir a colocá-lo em prática como tem acontecido no passado!


   E, para referir mais caso, entre tantos outros de falta de patriotismo, mencionemos o caso da transacção da TAP para mãos estrangeiras sem qualquer vantagem para o país...

Até ao dia 7 de Dezembro o empresário Germán Efromovich, presidente do Grupo Sinergy, apresentará a sua proposta financeira para a aquisição da TAP e as demais empresas que integram a rede da companhia aérea portuguesa, entre elas, a Groundforce e a VEM – Manutenção e Engenharia, sediada no Brasil. O valor da oferta é calculado entre 1.200 e 1.500 milhões de euros, dos quais mais de 1.000 milhões serão direccionados à VEM, que está com um passivo em torno deste montante. Segundo discreta nota publicada pelo Jornal do Commercio (do Brasil), “quem está ajudando o empresário brasileiro-colombiano[-polaco-boliviano(?)] Germán Efromovich a comprar a TAP é o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares de Portugal, Miguel Relvas. O ministro tem amigos influentes no Brasil, inclusive José Dirceu”. [...]
   O texto acima foi publicado no Bahia Negócios e apesar de conter pelo menos uma incorrecção (no original, a de que o Jornal do Commercio é português) apresenta outros dados como o valor de, pelo menos, mil milhões (ou mais) que serão para pagar à VEM, uma empresa do grupo TAP, sediada no Brasil, país da nacionalidade do presidente da companhia aérea portuguesa, bem como do único interessado na compra da empresa. Quem colocou um estrangeiro à frente da companhia com vista à sua privatização não foi um patriota, e quem estiver disposto a entregá-la ao único forasteiro interessado na sua compra, patriota também não será!



   Patriota não é quem manda os portugueses emigrar, patriota não é quem diz que o salário mínimo precisa de autorização dos estrangeiros da Troika para poder ser aumentado, patriota não é quem diz que o imposto das empresas (IRC) só se pode baixar com permissão dos estrangeiros da União Europeia, e patriota também não é quem deixa um povo passar dificuldades em favorecimento de usurários estrangeiros...
   Assim como falta de patriotismo demonstraram todos os políticos que têm deixado o país, em maus lençóis, para depois se desresponsabilizarem e viverem de chorudos salários de organizações internacionais, ou simplesmente para estudarem em célebres universidades da Europa...       Não é patriota quem está à frente de empresas que escolhem outros países para a sede da firma. Não são patriotas os governantes portugueses que aceitam placidamente que a Senhora da Europa seja a favor da austeridade nos países dos outros, mas não aumente impostos no seu para proteger a classe média em pré-
-campanha eleitoral. Também não é patriótico quem compra submarinos a empresários corruptos mas onde não há prejuízo para o comprador. Enfim, é o país que temos, feito pelo povinho que temos. Venham de lá 10 estádios de futebol que é isso que queremos, pois este é o nosso fado (património)! Alguém pode querer melhor? Impossível! Já temos tudo... até temos brinquedos caros sem pilhas!


Segundo submarino chegou a Portugal


Fontes: Expresso
            ILC
            Bahia Negócios
            CM
            Dinheiro Vivo
            Público Economia
            DN Economia
            DN Opinião
            Sapo.notícias
            Esquerda.net
Uma Terra Sem Amos
e outras, ao longo do texto...

14.12.12

UE: retrocesso das conquistas sociais

Lula venceu por unanimidade uma eleição que contou com 177 nomes, de 57 países. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula.
Lula da Silva:
"UE não pode permitir retrocesso das conquistas sociais"


   O Brasil, apesar de ser a 6ª. economia mundial, é um país que ainda precisa avançar muito para alcançar o nível da maioria dos países europeus. Portugal está à frente do Brasil em muitos aspectos, no entanto, muitas das conquistas da população portuguesa e das doutros países europeus estão, agora, a ir por água a baixo. A seguir é possível ler um excerto do comentário do Presidente brasileiro, e um link no final para aceder ao texto na íntegra...
O ex-Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva apelou à União Europeia para não retroceder nas suas conquistas sociais e no Estado providência, que demoraram décadas para serem alcançados, ao discutir a crise económica.
"Vocês não podem permitir em nenhum momento que haja um retrocesso nas conquistas que fizeram durante décadas, e pelas quais o Brasil e outros países estão a lutar hoje. Nós lutamos para conquistá-las, vocês, para não perdê-las", disse Lula da Silva em Barcelona, onde recebeu o 24.º Prémio Internacional Catalunha.
O ex-Presidente brasileiro recebeu o prémio como reconhecimento do seu trabalho no Governo do Brasil, onde a sua política de crescimento motivou a surgir uma nova classe média e favoreceu a divisão mais igualitária da riqueza.
Lula da Silva realçou que a luta da Europa pelas conquistas sociais "por muito tempo foi exemplo para muitas pessoas".
Sobre a União Europeia, o ex-Presidente brasileiro afirmou que o bloco está mais unido do que nunca, mas que possui defeitos.
"Isso não pode levar ao desespero, é um momento para muita reflexão e muito debate", vincou.
Lula da Silva afirmou ainda que o desenvolvimento mundial deve ser resultado de um processo de todos os continentes, passando pela inclusão dos pobres na economia dos seus países e dos países pobres na economia mundial.


Leia o discurso de Lula em Barcelona: Prémio Internacional Catalunha

   Os sul-americanos vêem com facilidade aquilo para o qual os governantes europeus fecham, hoje, os olhos.

Fontes: Expresso .pt
            Instituto Lula

2.12.12

Mudar o Mundo...

...melhorando a vida de cada um!

   Achas que o mundo está uma porcaria? Gostarias de mudá-lo, de melhorá-lo?  É simples, basta fazeres um pequeno gesto por alguém que necessite e esteja perto de ti. Não vai adiantar muito ficarmos apenas reclamando pelo que está mal, pois o mundo está cheio de gente surda! Quando ninguém nos ouve, então o melhor, mesmo, é o exemplo, pois é aquilo que os olhos vêem...

   Palavras são boas, mas também nem sempre são suficientes... diz o adágio que uma imagem vale mais do que mil palavras, vejamos, então, o vídeo que se segue:



   Lembram-se do filme Favores em Cadeia?

 

   Tão simples como isto, o desejo dum garoto que apenas pensa em ajudar três pessoas, conquanto cada uma delas ajude outras três, e assim sucessivamente...

   Queres mudar o mundo? Difícil será mudá-lo duma só vez, e melhorar, tudo e todos, ao mesmo tempo. Então, comecemos apenas por ajudar alguém perto de nós... Isso irá fazer toda a diferença! Vamos a isso!

27.11.12

Indignai-vos! Indignemo-nos!


   Stéphane Hessel, antigo membro da Resistência Francesa escreveu: "INDIGNAI-VOS", um sentimento que nos é aconselhado como atitude, tanto a nós portugueses, como a outros povos da Europa e do mundo inteiro, hoje em dia.
   Hessel também se indignou contra a ocupação, alemã, da França, na II Guerra Mundial, contra a qual se empenhou no combate pela libertação do país ocupado, combatendo o país onde ele nasceu. Apesar de ter nascido alemão foi naturalizado francês aos 8 anos de idade. Hessel conseguiu perceber onde restava a razão.
   Quer assim o consideremos ou não, a verdade é que nós "europeus do sul" também estamos a ser ocupados pela Germânia, e não só por eles mas por outros também...



   Neste preciso momento é mesmo necessário que nos indignemos por toda a Europa, pois não é justo que, em Portugal, Espanha, Itália e Grécia, as populações vão ficando sem casas para morar e tenham que passar fome por perderem os empregos só para que os seus países paguem a usura dos empréstimos que lhes são concedidos com o beneplácito dos seus governantes!

   Mas, não são apenas os povos do sul da Europa que estão a sofrer! Não. Infelizmente, outros povos também sofrem com os abusos do capitalismo, como os africanos, os índios das Américas do Norte, Central e do Sul, e demais povos asiáticos, e não é apenas de hoje, mas de há muito tempo a esta parte.

Há quem vá tendo coragem para falar em público, e dizer as verdades...




   Gostaria de saber como irão sentir-se, um dia, no futuro, os políticos e banqueiros que ao olharem para trás poderão ter a oportunidade de ver países e povos destroçados, por eles, em nome sabe-se lá de quê!

   A indignação não deverá ser violenta, ou os governantes arranjarão justificações para agredir os indignados. No dia 14 de Novembro, em Lisboa (à semelhança doutras cidades europeias como Madrid e Atenas) os jovens enfrentaram e provocaram as forças policiais. Durante cerca de 1 hora deram motivos para que, no final, a Polícia investisse de forma violenta sobre os manifestantes indignados.
   É necessário compreender que violência gera mais violência, logo, a solução, que é a indignação e a contestação terá forçosamente que ser pacífica. Será que alguém terá acreditado que a Polícia não iria reagir!? Será que ninguém se lembrou do ditado que nos alerta "quanto mais o carneiro recua, maior será a marrada"? Talvez os jovens, por já não conhecerem os ditados populares, ou por não quererem dar ouvidos ao que dizem os mais velhos ou, ainda, na ânsia de quererem medir forças com o Governo e com a Polícia, se tenham excedido, ou até mesmo (quem sabe!) seguido o ímpeto de quem os possa ter incentivado à violência. O "carneiro" recuou durante uma hora, e depois marrou com a força que se viu...

   Gostaria, aqui, de relembrar - ou dizer a quem não sabe, e isso será raro - que Gandhi, um activista e adepto da não-violência, conseguiu a independência da Índia de forma pacífica. Gandhi ganhou notoriedade pela sua política de desobediência civil, conforme se pode ver na sua biografia.

   Vamos continuar a indignar-nos manifestar-nos nas ruas, mas sem violência até que o bom senso prevaleça e vença a inconsciência política que é gerida por gente sem escrúpulos ao serviço da desmesurada ganância financeira. BASTA!


23.11.12

Procure a marca Pampilar

   "A Instrução e o Trabalho formam a alavanca com que se revolve o mundo."
Egas Moniz, 1898



   Pensei em escrever sobre a Pampilar, uma empresa portuguesa consciente e que progride no meio desta pseudo-crise e que foi notícia num dos telejornais da nossa TV. Ao pesquisar mais sobre a empresa encontrei o texto que se segue no blogue Aventar, pelo que optei por reproduzi-lo aqui.

Pampilar não é só papel
16/11/2012 Por  

Ontem ao jantar ouvi falar desta empresa de produção de artigos de papel para consumo doméstico (V. N. de Gaia): a Pampilar, nome difícil de fixar. Mas fica na memória a sua filosofia empresarial. Pensam nas pessoas, nos funcionários. É feita de gente que lhe dá as cores.
Em tempo de crise é um exemplo que chama a atenção, sem dúvida: divide os lucros anuais com os trabalhadores. Em média, a Pampilar oferece por ano até 5 mil euros aos funcionários.
“A empresa está a funcionar bem e pondera até contratar mais 20 pessoas.”
Queremos isto para todos os trabalhadores: o reconhecimento do seu trabalho; considerá-los como peças fundamentais do sucesso das empresas; um tratamento humano e justo, no fim de contas.
Disse um dos funcionários mais velhos da Pampilar: “esta é a minha segunda casa”.
Trabalhar tem que ser bom (ou suportável). Não pode ser um castigo, um inferno, «uma merda», uma prisão… Ninguém ganha com isso.
Trabalhadores satisfeitos, resultados alcançados.
Da próxima vez que for às compras, procuro a marca Pampilar!

   Comecei este post com uma frase do Prémio Nobel da Medicina, Dr. Egas Moniz, escrita no final do séc. XIX que é precisamente o oposto dos recados que os ministros enviam à população portuguesa mais de uma década depois de já termos entrado no séc. XXI. A instrução não tem importância, reduzem-se os "gastos" com a educação, ignoram-se os licenciados, os ministros procuram soluções germânicas para um povo latino, e aceita-se negligentemente o aumento do desemprego mandando-se emigrar jovens licenciados e desempregados!!!

   Afinal, ainda há boas notícias neste país, uma delas chama-se Pampilar. Vamos procurar esta marca e adquirir os seus produtos e incentivar outros empresários a fazerem o mesmo com as suas empresas... em vez de fugirem com as suas sedes para a Holanda, ou aplicarem os seus lucros em paraísos fiscais!


Fontes: Aventar
           TVi24
 

15.11.12

Artigo na Visão: Ainda Pepe Mujica



   É de lamentar que seja de forma resumida que a revista Visão se refira ao Presidente do Uruguai, José Mujica. O título do artigo, como em tantas outras publicações por aí menciona este Estadista como o mais 'pobre' (!?) presidente do mundo. E tudo o que se lê a seguir parece não passar duma simples obrigação editorial de publicar algumas linhas sobre um Homem que tem, ultimamente, andado nas bocas de tanta gente, devido à sua forma correcta de exercer as suas funções presidenciais, contrárias aos esbanjadores ministros, deputados e restantes políticos portugueses e dos da maioria dos países por este mundo fora!
   Até o pobre VW Carocha (ou Fusca) de outrora foi elevado à nova nomenclatura de "Beetle"! Coisa chique com que o Presidente jamais se preocuparia...
   De elogiar é mesmo o parágrafo com que termina o artigo, com palavras saídas da boca do Presidente, mas não de qualquer jornalista ou repórter!


Uruguai

O presidente mais 'pobre' do mundo

Jose Mujica vive numa quinta, com pouco mais de 900 euros por mês. Os outros 90% do seu ordenado vão para doações. Conheça o Presidente do Uruguai

12:48 Quinta, 15 de Novembro de 2012

Apenas a presença de dois polícias quebra a aparência de
"normalidade" na quinta onde vive o chefe de Estado do
Uruguai. Cá fora, a roupa seca ao sol e as ervas reclamam
um corte. Manuela, uma cadela de três pernas vigia a casa.

Foi por esta quinta, propriedade da primeira-dama, que Jose
Mujica, antigo guerrilheiro, trocou a luxuosa residência oficial.
Conduz um Volkswagen Beetle de 1987, que é o seu bem
mais caro.

O facto de doar 90% do seu salário como Presidente para a
caridade, deixa-o com cerca de mil euros mensais.

Eleito em 2009, Mujica passou grande parte das décadas de
60 e 70 a lutar ao lado de um grupo armado inspirado na
revolução cubana. Foi alvejado seis vezes e esteve preso
durante 14 anos, até 1985.

"Chamam-me o 'presidente mais pobre', mas eu não me
sinto pobre
", declara, à BBC. "Pobres são os que só
trabalham para  tentar manter um estilo de vida
dispendioso e querem sempre  mais e mais
". "É uma
questão de liberdade", conclui.

Fonte: Visão online




Nova Ordem Mundial


    Grandes mudanças estão a ocorrer na sociedade portuguesa (na Europa e no mundo), e o Povo não está a entender o motivo. O Povo percebe que está a ser roubado para subsidiar a Banca. Vê como está a perder as regalias sociais conquistadas ao longo de décadas, só não compreende a razão! Os portugueses elegeram um Primeiro-ministro que após tomar posse não cumpre o que prometeu na campanha eleitoral; não defende o Povo do País que deveria estar a governar, e é "incompreensivelmente" subserviente ao poderio estrangeiro. E, o Povo continua a não perceber o porquê!



   A resposta está na subjugação à Nova Ordem Mundial, e que se poderá compreender melhor com o vídeo apresentado a seguir.

   A reposta está na reacção por oposição dos Povos às atrocidades que os diversos Governos estão a querer implementar a nível global...


Vídeo:
A Decepção de Obama
de: Alex Jones



A solução nunca poderá surgir do ódio e da violência, 

mas, sim, através do Amor…