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14.1.12

Glasnost & Perestroika

MacDonald's em Moscovo

   Glasnost & Perestroika, duas palavras que na década de 80 transformaram a antiga União Soviética. Pouco importa se foi para melhor ou para pior, não é isso que está em causa, aqui, neste momento. A verdade é que se a actual Rússia, hoje, não é um país perfeito, na época do regime soviético também não o era, nem mesmo no tempo dos czares o foi. Mas o que importa salientar é que o antigo Presidente Gorbatchev trouxe à tona dois importantes conceitos glasnost que significa transparência, e perestroika que é reconstrução.

   A nossa actual sociedade está a precisar de transparência que cada vez se encontra mais turva, e a necessitar também duma reconstrução, pois tudo aquilo que foi construído e conquistado está a desmoronar-se ou a ser demolido. A nossa sociedade, quer seja somente a europeia, quer a chamada sociedade ocidental que engloba também o continente americano, ou a humanidade como um todo, que infelizmente está a tornar-se ocidentalizada nos seus piores aspectos, perderam a transparência, se alguma vez a tiveram e precisa ser reconstruída com novos conceitos. Países como a antiga União Soviética e a China, que outrora contestaram e combateram o capitalismo entregam-se hoje ao consumismo desenfreado, e ao mercado de capitais. 

Loja Apple em Pequim
Veja o vídeo, clique no texto:
Mesmo com temperaturas negativas, muitas pessoas faziam filas intermináveis para comprar o iPhone, noite dentro, mas a loja situada num centro comercial de luxo no bairro de Sanlitun não abriu portas esta sexta-
-feira. Pelo nascer-do-sol, ao serem informados de que os
smartphones tinham esgotado, dois homens atiraram ovos em direcção à loja e empurraram os seguranças presentes no local...


   O mundo, ou os seus habitantes, só pode mesmo estar demente, pois temos regiões onde se morre de fome e outras onde as pessoas provocam violência somente para comprarem coisas fúteis, que não são essenciais à sua sobrevivência!

   Estados da União Europeia que noutras épocas construíram o estado-providência, o estado-social, que possuíam instituições que se preocupavam com o bem-estar das suas populações, começam a abandonar esse tipo de funcionamento para relegarem essas benesses da população aos domínios privados que possuem interesses económico-financeiros mas nunca de total bem-estar ou satisfação dos seres humanos, excepto o dos seus accionistas e corpos-gerentes.

   Entre a comunista União Soviética e os Estados Unidos capitalistas, encontrava-se a Europa social. Hoje, num mundo globalizado encontramos apenas o ultra-
-neoliberalismo mundial que fomenta a exploração de todos os povos, seja em que continente for.

   O poder político confunde-se com o financeiro, não se sabe onde termina um e começa o outro! Aliás, já não há começo nem fim, tudo está envolvido e mal misturado. E o pior é que as pessoas são manipuladas, e por vezes, a maior parte delas, nem se apercebe disso. Quem ainda acredita na comunicação social de hoje? Os jornalistas de investigação estão a desaparecer para darem lugar a mercenários a soldo dos grandes interesses globais. As pessoas são manipuladas quer a nível de opinião pública, pois os factos que se lhes apresentam não são os reais, não estão completos, nem transparentes. E são moldadas também ao nível psicológico, em que lhes são feitas lavagens cerebrais, ao antigo estilo soviético e americano, esse intuito, hoje, é o de fazer as pessoas acreditarem que estão informadas e que conseguem saber tudo e ao mesmo tempo sentirem que têm necessidade de consumir aquilo de que não precisam, mas que faz falta para que outros ganhem os seus lucros.

Antiga Escola Primária
   No meu país construíram-
-se e ofereceram-se estádios de futebol que hoje não têm público nem equipas para lá jogarem (a outros querem demoli-los), e por outro lado encerram-se escolas (com que intuito?). 
No meu país gastou-se dinheiro a comprar dois submarinos aos alemães (com que utilidade?), e por outro lado encerram-
-se maternidades e hospitais por falta de verbas. O meu país, para se desenvolver, gastou dinheiro a construir auto-estradas (para quem?), e por outro lado não oferece incentivos ao desenvolvimento das empresas (porquê?). O meu país gastou dinheiro a formar estudantes que se revelaram verdadeiros génios da ciência, e por outro lado, agora, manda-os emigrar, etc. etc. etc! (com que intenção?).

   Em países democráticos onde antes as pessoas eram respeitadas como seres humanos, desincentivam-se os investimentos financeiros e deslocalizam-se empresas para países de baixos salários, ou fomenta-se o aumento dos juros relativos aos empréstimos a conceder a esses Governos; em países onde não existe qualquer respeito pelas condições laborais, nem sociais, nem parlamentares, incrementa-se a criação de empresas e fábricas que funcionam à base de mão-de-obra escrava, e incentiva-se-lhes o consumo desenfreado.

Xangai: Apple Store

   O meu país sofre de falta de glasnost e precisa duma perestroika! O mundo todo também...

   Queremos melhorar o mundo? Então, comecemos por cuidar do nosso país.
   Queremos cuidar do país? Então, comecemos por olhar para quem estiver ao nosso lado ou na nossa casa.
   Queremos importar-nos com quem está próximo de nós, quer seja em casa, no trabalho ou na rua? Então, comecemos por criar amor por nós mesmos. Elevemos a nossa auto-estima e cultivemos conceitos e sentimentos positivos, como a transparência das nossas atitudes e a reconstrução daquilo que está errado à nossa volta; assim bem como a adopção de atitudes como a tolerância e o respeito pelos outros, para que eles nos possam respeitar, também. E como fazer isso? Começando pelo amor. Iniciemos com aquilo que escrevi ser difícil, num artigo do blogue Abrindo as Portas que há Em Nós, eliminar: a raiva, o ódio, e ainda a falta de compreensão e erradicar a falta de amor que temos por nós e pelos outros.

   Importante para tudo isto é formatarmos as antigas crenças que nos foram implantadas no subconsciente e que fazem de nós verdadeiros autómatos ao serviço de interesses alheios às nossas vontades e ao bem-estar da humanidade. Torna-se necessário inserirmos no nosso disco rígido um novo programa imbuído de conceitos mais humanistas contendo sentimentos verdadeiros com menos recurso aos objectivos unicamente comerciais e financeiramente especulativos.

   A base fundamental da nossa sociedade deve assentar em relacionamentos sociais sinceros e não naqueles meramente económicos e materiais.
João Galizes

13.1.12

Areia para os olhos... ninguém merece!

   Gostaria que alguém me explicasse se, afinal, este país já não necessita dum novo aeroporto na região de Lisboa! E porque é que agora não precisa, mas antes era tão necessário?
   Afinal, é preciso ou não?

   E o tal comboio de alta velocidade entre o Porto e Lisboa, que iria circular numa linha paralela à daquele outro comboio, também de alta velocidade, que já existe entre o Porto e Faro, e que teria que passar pelo tal novo aeroporto de Lisboa que fazia muita falta, agora o trenzinho também já não é necessário?

   Quando alguém vos disser alguma coisa duvidai dela, mesmo que vos garantam que seja verdadeira e imperiosa.

   Hoje em dia, da forma como a vida se nos depara, aquilo que "é verdade" e o que "é necessário" é subjectivo (pois não é verdade nem necessário para todos).

   Parece que o aeroporto de Lisboa, o velhinho aeroporto da Portela, estava a rebentar pelas costuras (melhor será reforçarem-se as costuras) e também era muito perigoso, pois parece que os aviões poderiam cair no meio da cidade, em cima dos prédios, do trânsito e das pessoas, demasiado era o perigo e redobrados eram os cuidados e precauções com o bem-estar da população com que todos os políticos se importam. Agora aguentem, porque parece que não há dinheiro para os aviões caírem nem tampouco para apanhá-los se eles tiverem a infeliz ideia de continuarem a insistir em querer despenhar-se em cima dos prédios, do trânsito e das pessoas!

   É interessante analisarmos como países pobres, aliás, com mentes pobres de espírito a governá-los, encontram justificações para levarem a água aos seus moinhos. No sul de Espanha encontra-se um território governado por britânicos, um povo rude e bárbaro que não se preocupa minimamente com os seus cidadãos nem com os incautos turistas que visitam a cidade e por isso, pasmem só, têm um aeroporto que atravessa a cidade ou uma estrada que cruza o aeroporto, como queiram.

Gibraltar
 A estrada cruza a pista do aeroporto

 A pista do aeroporto cruza a estrada
Quando, de carro, eu cruzei a pista, a princípio,
nem me apercebi onde estava a passar... e depois
custou-me a acreditar que fosse mesmo verdade!
 A estrada tem semáforos e cancelas... 

...como se fosse uma passagem de nível
de comboios, só que esta é de aviões!

Se tiver interesse por estes temas e quiser conhecer outros aeroportos curiosos: clique aqui

   Agora digam-me com sinceridade: acham que isto é digno dum povo civilizado, na Europa? Acham que os turistas irão querer continuar a visitar Gibraltar? Receio que os britânicos possam estar a ficar mal vistos por causa desta e doutras situações insustentáveis no século XXI, precisariam de aprender algumas coisitas com os portuguesitos.

   Eu gosto mesmo é de políticos de países pequeninos mas que adoram mostrar aos grandes que são mais do que eles, são mais em alguma coisa, são mais no aspecto, na imagem que transmitem para o exterior e para o seu povinho, pois gostam de se pavonear e mostrar um embrulho bonito ao redor duma cesta, mas com fruta podre lá dentro. É isso mesmo, fruta podre; mas cuidado!, basta uma peça em más condições para contaminar todas as outras.

Macau

   Gostaria que os portuguesitos, em geral, e os alfacinhas em particular, não ficassem tristes por não terem o tal novo e tão necessário aeroporto, afinal de contas ter coisas novas é sempre agradável, em especial quando são boas, bonitas e baratas (de preferência), e ainda por cima necessárias. Mas, dizia eu, não fiquem tristes porque se não forem ter um aeroporto sempre poderão ter na memória, ou no conhecimento, que os altruístas portugueses construíram um em Macau, em Novembro de 1995, quatro anos antes de terem que entregar a administração do território à República da China. Durante praticamente todo o séc. XX nunca lá gastaram um tostão, mas tiveram necessidade de oferecer um aeroporto aos pobrezitos dos chineses. Mas não foi um aeródromo qualquer, fiquem tranquilos, foi um aeroporto internacional, construído sobre o mar, pois claro! Ficaremos satisfeitos, ainda mais, se soubermos que o território "vizinho" de Macau, a antiga colónia britânica de Hong Kong só viu o seu aeroporto inaugurado em 1998, três anos depois daquele construído pelos portugueses, e um ano depois dos britânicos (os tais inconscientes de Gibraltar) terem entregue o seu território à República da China. Podemos orgulhar-nos de sermos mais que os ingleses, fomos mais rápidos na construção da obra e mais beneméritos, pois oferecemos primeiro aos chineses um aeroporto, coisa que os ingleses não conseguiram fazer.

 Terreno para a pista conquistado ao mar

   Agora já sabemos que é mais fácil aos senhores chineses que compraram a parte de leão da EDP poderem vir de avião a Portugal ver se os dividendos estão a crescer ou a minguar, bem como será mais fácil a qualquer chinês da Região Administrativa Especial de Macau poder vir fazer os seus lucrativos negócios em Portugal; que não seja pela falta de um aeroporto que Macau e os seus chineses possam ir à falência ou ter que entrar em regime de austeridade como acontece a quem não constrói novos aeroportos!



   Caramba, nem tudo é para chorar, nem tudo está perdido! Afinal continuamos com o velhinho Alfa-
-Pendular, entre Lisboa e Porto, que possui tecnologia mais avançada que o, agora descartado, TGV, pois o que já temos apresenta maior comodidade para os passageiros, é mais barato e quase tão rápido como aquele que nos queriam impingir - sabiam disto?




   




   Se não fosse aborrecer-vos muito ainda vos falaria dos 10 imperiosos estádios de futebol, do imperioso estádio oferecido por Portugal à Palestina (custo:
2 milhões), das auto-estradas (com e sem portagem), e de submarinos urgentes mas agora não dá, pois preciso ir, rapidinho, comprar um aparelho à TDT para poder continuar a ver TV
.

   Mas se isto vos servir de consolo - que isso eu não acredito que possamos ter com os disparates alheios - ainda vos digo que em Espanha também se vivem dramas devido a construções faraónicas executadas com capital financiado e que agora se percebem que não têm utilidade alguma, como é o caso da Marina Desportiva de Laredo sem barcos (na Madeira aconteceu o mesmo), e o aeroporto de Castellón - Costa Azahar que se encontra às moscas sem licença para operar. Pelo menos o de Macau tem passageiros e o de Alcochete-"Jamé" não chegou a desperdiçar o dinheiro todo que estava previsto esbanjar-se numa obra desnecessária.

   Bom, mesmo, será quando os políticos e os governantes vierem a ter consciência e perceberem que saúde, habitação condigna e empregos remunerados são bem mais importantes que estádios, auto-estradas, comboios rápidos e novos aeroportos.

   Por isso se vos disserem que o momento é de austeridade e que temos que pagar mais impostos por ser imperioso, não acreditem, pois neste país tudo é necessário, imperioso e verdadeiro, mas não para o povo...

   Se algum de vós se lembrar de ter pedido dinheiro emprestado para estas despesas, então, sim, cumpram as suas obrigações, e honrem a vossa palavra, pagando-
-as, caso contrário, está na hora de exigirmos aos irresponsáveis que paguem os estragos que fizeram, e continuam a fazer, ao país promovendo a austeridade que agora exigem a toda a população.

   Não acreditem em tudo os que vos dizem, mesmo que pareça credível ou verosímil, reflictam e pensem pelas vossas cabeças, embora melhor, mesmo, fosse pensarmos com o nosso coração!

João Galizes

10.1.12

Este país precisa de sangue novo...

...precisa duma elite governamental mais emigrante...



   Há coisas que nenhuma pessoa com bom senso consegue entender! Muito menos se amar o seu país...


   Primeiro aparece alguém, sim alguém, que está a desempenhar funções governamentais, de Secretário de Estado, e que aquando duma visita ao Brasil, desafiou os jovens portugueses que estão no desemprego a saírem da sua “zona de conforto” e da “casinha dos pais” e a emigrarem.

   Seguidamente vem alguém, sim alguém, que desempenha funções governamentais, de Ministro, o mais alto responsável por todos os ministros do seu Governo, e sugere que os professores desempregados emigrem para países lusófonos, realçando as necessidades do Brasil e de Angola (afinal nenhum destes países quer professores portugueses!).
   Será que o Governo não "vai à vida"? Não estará na hora dos seus elementos irem "à procura de outros mundos e de outros mercados"?

   No Brasil há uma expressão muito comum para pessoas idiotas, e que eu detesto, mas que se aplica aqui muito bem e que diz: "Parece piada de português!", agora, finalmente, consegui perceber o que têm andado a chamar-nos por lá há tantos anos!

Portugal estará à venda?
   Depois de três "alguéns" ou melhor, zé-ninguéns, virem dizer aos portugueses que devem emigrar. Depois de entregarem lojas e empresas aos chineses, de quererem entregar comboios aos alemães, aeroportos a não sei a quem. Depois de venderem instalações de hospitais públicos a entidades privadas e ficarem a pagar aluguer para permanecerem nos mesmos espaços. Depois de destruírem o acesso à saúde. Depois de oferecerem dinheiro aos banqueiros que foi entregue ao Governo junto com o suor laboral de muitos trabalhadores. Depois de deixarem o principal Banco nacional e da responsabilidade do Estado levar o dinheiro para paraísos fiscais. Depois de deixarem toda a gente levar o seu dinheiro para fora do país, sejam políticos, do presente ou do passado, empresas ou privados com bastante capital. Depois de terem destruído a agricultura e as pescas. Depois de destruírem a indústria têxtil e do calçado. Depois de permitirem que se destruam todos os empregos... depois de tudo isto e de muito mais, só lhes resta mandarem-
-nos embora deste país porque já nos destruíram tudo o que tínhamos, e o que ainda sobra já não chega para todos, por isso convém  incentivar alguns a ir embora para o pouco que ainda há não ter que ser partilhado mas, sim, abarbatado pelos vampiros reinantes na cúpula do poder!
   Assim é fácil governar, difícil é fazê-lo com equidade, com justiça, com bom senso e patriotismo.

Conjurados de 1640 
   Caros amigos e concidadãos, está na hora de nos mobilizarmos e insurgirmos com maior veemência e começarmos a delinear estratégias de luta, sejam de que âmbito for, pensando sempre, no entanto, que nem tudo nos é permitido fazer, pois a nossa liberdade termina onde começa a dos outros, e o nosso direito começa onde termina o deles.
   A verdade é que se permanecermos de braços cruzados estaremos a permitir que meia-dúzia de lunáticos consigam destruir uma nação inteira, como está a acontecer connosco, portugueses, como já estamos a ver acontecer com os gregos ou com os italianos onde já foram implementados governos ditatoriais, não escolhidos democraticamente através de eleições.
   Nós, e aqueles que virão depois de nós, nascidos neste território, não merecemos que meia-dúzia de irresponsáveis destruam o nosso presente e o nosso futuro.
   Vários países europeus
já capitularam diante da ditadura financeira, outros
se seguirão...

   Que mundo é este em
que as regalias e os direitos alcançados pelas várias sociedades europeias para que a maioria dos seus cidadãos pudessem viver condignamente, estejam agora a ser destruídas antes mesmo que todos as pessoas dessas comunidades conseguissem alcançar as benesses inerentes aos seus direitos como seres humanos?

   Que vemos nós? Observamos os governantes nacionais e os europeus a negociarem com governos de países não democráticos nos quais se fomenta a escravatura e todos os tipos de desrespeito pelos seres humanos! Tudo em nome da ganância financeira.

   Isto não pode continuar, temos necessidade de nos consciencializarmos que "sozinhos não somos nada, mas juntos temos o mundo nas mãos" (já dizia o poeta). Precisamos começar a fazer algo antes que seja demasiado tarde. Precisamos de meter mãos à obra, sem medo. Necessitamos de começar a ajudar imediatamente aqueles que precisam. Temos de nos apoiar e incentivar uns aos outros, pois o objectivo é mantermos a vida existindo de forma digna em vez de deixarmos que alguém termine com ela por ganância e irresponsabilidade!



Viriato contra os Romanos, D. Afonso Henriques contra os castelhanos e os mouros

   Descendemos de povos corajosos com bravura, como os lusitanos e ainda de outro tenaz e audacioso, o povo galego-portucalense. Povos esses que se debateram contra invasores e usurpadores dos seus territórios, tesouros e bens. Povos que derramaram o seu sangue para que levássemos os nossos conhecimentos mais longe do que o território onde nascemos. Partimos e partiremos daqui por vontade própria e não porque nos expulsem. Não vamos agora permitir que nos enxotem deste cantinho à beira mar plantado como se fôssemos moscas pestilentas. Mas podemos expulsar os moscardos que nos zumbem aos ouvidos. Podemos exigir uma nova hierarquia governativa, mais consciente e humana. Já expulsámos Romanos, mouros, espanhóis, franceses e ditadores, só nos falta expulsarmos, agora, os pseudo-portugueses, aqueles que nos querem fazer emigrar a todos.

   No passado as armas usadas pelo nosso povo eram sanguinárias, feriam e matavam de forma atroz. Hoje temos outras ferramentas para lutar, os seus nomes são: consciência, sabedoria, discernimento, força de vontade e a mais importante de todas, o amor, que é o que os governantes não têm pelo povo nem pelo país, e é algo que a maioria de nós, ao redor do planeta, ainda precisa de aprender, também, como se pode usar.

   Não sei de que forma concreta, mas conto convosco... cada um de nós fazendo a sua parte e pensando na unidade colectiva do nosso povo como uma Nação Valente e Imortal! Contra os Vilões, marchar, marchar...

João "Guerreiro" Galizes


22.11.11

Porque começa a faltar o pão na Europa?

   Já disse mais do que uma vez que "casa onde não há pão todos brigam e ninguém tem razão".
   Mas porque será que não há pão? Não o há por dois motivos: o primeiro é porque toda gente quer mandar e gerir o poder financeiro a nível mundial e a "padaria" está a abanar e a ruir; o segundo, é porque com estas guerras, muitas famílias ficam sem o seu sustento e sem os seus alimentos...
   Vejamos as informações que se seguem:




O Presidente dos EUA considera que a Europa não está a fazer o «suficiente» para resolver a crise da dívida. Uma declaração que surge depois de Barack Obama ter dito que a crise no Velho Continente «está a assustar o mundo».

A pressão da maior economia do mundo está assim a aumentar de tom: «Na Europa, não os temos visto [aos líderes] a lidar com o sistema financeiro e com a banca de forma tão eficaz como seria necessário», apontou Obama, citado pela Reuters.

Já na terça-feira o presidente norte-americano tinha dito que as autoridades europeias estavam a demorar a responder às necessidades imediatas de resolução da crise da dívida. 

Ao mesmo tempo, Obama admitiu que os problemas fiscais e financeiros da Europa têm contribuído para enfraquecer a recuperação económica dos EUA.

Logo naquele dia, as declarações de Obama provocaram reacção no Velho Continente. O presidente do Eurogrupo respondeu que não aceita «lições que atravessam o Atlântico», lembrando que foi nos EUA que a crise teve início e não na Grécia, Irlanda ou Portugal.

Fonte: TVI 24




Muitos dos homens que fabricaram o desastre foram chamados agora para tomar as rédeas de postos chaves e com a missão de reparar, ao custo do bem--estar da população, as consequências dos calotes que eles mesmos produziram. O Banco de investimentos Goldman Sachs conseguiu uma façanha pouco frequente na história política mundial: colocar os seus homens na direcção dos governos europeus e do Banco que rege os destinos das políticas económicas da União Europeia. Mario Draghi, o actual presidente do BC Europeu, Mario Monti, presidente do Conselho Italiano, Lukas Papademos, o novo Primeiro-Ministro grego, todos pertencem à galáxia do Goldman Sachs. O artigo é de Eduardo Febbro.

Goldman Sachs: como criar uma crise e governar o mundo
A história poderia satisfazer a todas as expectativas dos adeptos das teorias da conspiração: onde está o poder mundial? A resposta cabe num nome e num lugar: na sede do Banco de investimentos Goldman Sachs. O Banco norte-americano conseguiu uma façanha pouco frequente na história política mundial: colocar os seus homens na direcção dos governos europeus e do Banco que rege os destinos das políticas económicas da União Europeia. Mario Draghi, o atual presidente do Banco Central Europeu, Mario Monti, o presidente do Conselho Italiano que substituiu a Silvio Berlusconi, Lukas Papademos, o novo primeiro ministro grego, todos pertencem à galáxia do Goldman Sachs. 

Desses três responsáveis, dois, Monti e Papademos, formam o anexo avançado da política pela tecnocracia económica, pertencem à rede que o Goldman Sachs teceu no Velho Continente e, em graus diversos, participaram nas mais truculentas operações ilícitas orquestradas pela instituição norte-americana. Além do mais, não são os únicos. Pode-se também mencionar Petros Christodoulos, hoje à frente do organismo que administra a dívida pública grega e que no passado recente foi presidente do Banco Nacional da Grécia, a quem o Goldman Sachs vendeu o produto financeiro hoje conhecido como “swap” e com o qual as autoridades gregas e o Goldman Sachs orquestraram a maquilhagem das contas gregas.

O dragão que protege os interesses de Wall Street conta com homens chave nos postos mais decisivos, e não só na Europa. Henry Paulson, ex-presidente do Goldman Sachs, foi em seguida nomeado Secretário do Tesouro norte-americano, ao passo que William C. Dudley, outro alto funcionário do Goldman Sachs, é o actual presidente da Reserva Federal de Nova Iorque. Mas o caso dos responsáveis europeus é mais paradigmático. A palma de ouro quem leva é Mario Draghi, o actual presidente do Banco Central Europeu, que foi vice presidente do Goldmann Sachs para a Europa entre 2002 e 2005.

Neste posto, Draghi teve um desempenho mais do que ambíguo. O título do seu cargo era “empresas e dívidas soberanas”. Precisamente nesse cargo Draghi teve como missão vender o produto incendiário “swap”. Este instrumento financeiro é um elemento determinante na ocultação das dívidas soberanas, quer dizer, na maquilhagem das contas gregas. Esse engodo foi a astúcia que permitiu que a Grécia se qualificasse para fazer parte da zona do euro. Tecnicamente e com o Goldmann Sachs como operador, tratou-se de então de transformar a dívida externa da Grécia numa dívida em euros. Com isso, a dívida grega desapareceu dos balanços negativos e o Goldmann Sachs ganhou uma vultuosa comissão.

Depois, em 2006, o Banco vendeu parte desse pacote de swaps ao principal Banco comercial do país, o Banco Nacional da Grécia, dirigido por outro homem do Goldmann Sachs, Petros Christodoulos, ex-trader do Goldmann Sachs e... actualmente director do organismo de gestão da dívida da Grécia, que o mesmo e os já mencionados contribuíram para primeiro mascarar e depois, incrementar. Mario Draghi tem um histórico pesado. O ex-presidente da República italiana Francesco Cossiga acusou Draghi de ter favorecido o Goldmann Sachs em contratos importantes, quando Draghi era director do Tesouro e a Itália estava em pleno processo de privatizações.

O certo é que o agora presidente do Banco Central Europeu aparece massivamente indicado como o grande vendedor de swaps em toda a Europa.

Nessa confusão de falsificações surge o chefe do executivo grego, Lukas Papademos. O Primeiro-Ministro foi governador do Banco Central grego entre 1994 e 2002. Esse é precisamente o período em que o Sachs foi cúmplice de ocultação da realidade economiza grega e, enquanto responsável pela entidade bancária nacional, Papademos não podia ignorar o engodo que estava montando. As datas em que o cargo coincide com a operação da montagem. Na lista de notáveis Mario Monti segue-o. O actual presidente do Conselho Italiano foi conselheiro internacional do Goldmann Sachs desde 2005.

Em resumo, muitos dos homens que fabricaram o desastre foram chamados agora para tomar as rédeas de postos chaves e com a missão de reparar, ao custo do bem-estar da população, as consequências dos calotes que eles mesmos produziram. Não cabe dúvida de que existe o que os analistas chamam de “um governo Sachs europeu”.

O português António Borges dirigiu até há pouco – acaba de renunciar – o Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional. Até 2008, António Borges foi vice presidente do Goldmann Sachs. O desaparecido Karel Van Miert – belga – foi Comissário Europeu da Concorrência e também um quadro do Goldmann Sachs. Ottmar Issing foi sucessivamente presidente do Bundesbank alemão, conselheiro internacional do Sachs e membro do Conselho de Administração do Banco Central Europeu. Peter O’Neill é outro homem do esquema: presidente do Goldmann Sachs Asset Management, O’Neill, apelidado de “o guru” do Goldmann Sachs, é o inventor do conceito de BRICS, o grupo de países emergentes composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O’Neill é acompanhado por outro peso pesado, Peter Sutherland, ex-presidente do Goldmann Sachs Internacional, membro da secção “Europa” da Comissão Trilateral – o mesmo que Lukas Papademos – ex-integrante da Comissão da Concorrência na União Europeia, Procurador Geral da Irlanda  e mediador influente no plano que culminou com o resgate da Irlanda.

Alessio Rastani tem toda a razão. Este personagem que se apresentou perante o BC como um trader disse há algumas semanas: “os políticos não governam o mundo. O Goldmann Sachs governa o mundo”. A sua história é disso um exemplo, de jogo duplo, como as das personalidades e carreiras dos braços mundiais do Goldmann Sachs. Alessio Rastani disse que ele era um trader londrino, mas que depois se descobriu que não o era e poderia ser parte do Yes Men, um grupo de activistas que, através da caricatura e da infiltração mos meios de comunicação, denunciam o liberalismo.

Entrará para as páginas da história mundial da impunidade a figura desses personagens. Empregados por uma firma norte-americana, eles orquestraram um dos maiores calotes já conhecidos, cujas consequências hoje estão a ser pagas. Foram premiados com o leme da crise que eles produziram.

Eduardo Febbro - Correspondente da Carta Maior em Paris

Tradução: Katarina Peixoto

Fonte: Portal Luís Nassif

   Conclusão: Por muito que nos queiram fazer crer que a culpa da situação que se está a viver na Europa é da responsabilidade dos povos que não sabem viver e dos políticos corruptos que não sabem governar, a verdade é que nem tudo é o que parece e nem podemos acreditar em tudo o que nos dizem.
   Não sei, ainda, qual a solução para resolver a actual situação, ou, eventualmente, até saberei! Mas o meu ponto de vista é demasiado radical para as mentes actualmente instaladas no poder me levarem a sério e por isso deixo uma porta aberta à consciência de cada um para ter a vontade de querer mudar o actual padrão de vida e também o rumo pelo qual a nossa sociedade está a enveredar.
   Uma coisa é certa, a Europa tem que voltar a ser social em vez de procurar ser liberal. Outrora no Velho Continente os ideais que levaram à construção da unidade europeia eram distintos do comunismo soviético e do liberalismo americano, hoje está tudo junto e misturado e o resultado é o que está à vista!
   Assim, sugiro que encontremos formas de lutar contra o que nos está a suceder para conseguirmos sair do buraco para onde nos estão a querer empurrar...
João Galizes

18.11.11

Casa onde não há pão...


   Diz o antigo ditado: Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. E o pão está a acabar em muitos lares da Europa...

   Meus amigos, quer queiramos quer não, nós europeus, temos necessidade de passar a olhar uns para os outros de forma diferente da que fazemos hoje. Estamos juntos, mas, separados ao mesmo tempo. Continuamos nacionalistas, a olhar unicamente para o próprio umbigo, como se não fôssemos todos responsáveis pelo que nos acontece e pelo que acontece aos outros!
   Enquanto imperar o egoísmo no seio dos estados-
-membros da UE, ao invés de se salvarem alguns como querem pretender, iremos todos cair no charco.
   Já o disse, e volto a repetir, precisamos criar uma verdadeira união onde os eurodeputados não sejam meros elementos decorativos, juntamente com um presidente do Conselho Europeu e um presidente da Comissão Europeia que de mãos atadas têm de se render às vontades de apenas dois estados-membros, os quais tomam decisões por todos os outros.
   Precisamos inventar uma língua comum e lembrarmo-
-nos que foi por causa dos nacionalismos que a Europa sempre viveu em guerra.
   É chegada a hora da pacificação onde ninguém é superior a ninguém. Vejamos a seguir um exemplo, que é o espelho de como os alemães se vêem perante os outros, mas, de como afinal somos todos apenas células do mesmo corpo. Não adianta guerrearmos, o melhor é cooperarmos. O que prejudica um faz mal a todos e o que ajuda uns beneficia a todos.

   Esta carta aberta foi escrita por um cidadão alemão dirigida ao povo grego responsabilizando-o pela situação da Europa e publicada na revista alemã Stern. A resposta veio a seguir, dada por um grego, mostrando como uma visão deturpada muda toda a realidade.
João Galizes

Depois da Alemanha ter tido de salvar os Bancos,
agora tem de salvar também a Grécia

Os gregos, que primeiro fizeram alquimias com o euro,
agora, em vez de fazerem economias, fazem greves!

   Caros gregos,
   Desde 1981 pertencemos à mesma família.
  Nós, alemães, contribuímos como mais ninguém para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
   Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro e durante tanto tempo.
   Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos.
   O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.
   No essencial, nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da UE são o povo que mais gasta em bens de consumo.
   Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a fugir, durante anos, aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.
   Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.
   Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!

   Na semana seguinte, a revista Stern publicou uma carta aberta de um grego, dirigida a Wuelleenweber:

    Caro Walter,
   Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente e por insulto, se referem a nós, aos meus compatriotas, os teus compatriotas.
   O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que é por dia, como te querem fazer crer no teu país. Repara que ganho um valor que nem sequer é apenas inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.
   Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas auto-estradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc... Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da UE, os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
   A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para isso contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.
   Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da zona-
-euro, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO
.
    Estimado Walter,
  Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.
   Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:
1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-
-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares.
3. Os empréstimos em obrigações que contraiu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3.500 milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoados inteiros, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7.100 milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As incomensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38.960 executados, 12.000 mortos como dano colateral, 70.000 mortos em combate, 105.000 mortos em campos de concentração na Alemanha, 600.000 mortos de fome, etc. etc.).
6. A tremenda e incomensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.

   Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.
   Mas, mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.
   Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as que têm lucros anuais de 6.500 milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
 Mas vocês, Walter, como se irão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por aí os vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?
 Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes ”compatriotas” da zona-euro) pretendem que saiamos da Europa, da zona-euro e não sei mais de onde.
   Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
   E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também disso são devedores da Grécia:
EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!
   Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nosos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.
   E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.

Cordialmente,

Georgios Psomás

Fonte: Recebido por e-mail

Como diríamos em Portugal: "Ou há moralidade ou comem todos!"
   
   Não nos esqueçamos que em Portugal a megalómana e desnecessária obra do TGV também era uma imposição alemã (Siemens), falta-me descobrir se a imperiosa, mas desnecessária, construção do novo aeroporto de Lisboa também teria o dedo dos alemães!

  Todos precisamos de ser respeitados, respeitemos, pois, os outros...

10.11.11

Quem serão os verdadeiros vilões?

Quem serão os verdadeiros vilões no meio deste salve-se-quem-puder?
«Alemanha e França têm discutido, nos últimos meses, a redução da zona euro. A informação é avançada pela Reuters.
A agência noticiosa cita responsáveis europeus em Bruxelas, que relatam que Angela Merkel e Nicolas Sarkozy têm tido "intensas consultas sobre esta questão".
"Temos de ser cuidadosos, mas a verdade é que é preciso estabelecer uma lista exacta daqueles que não querem fazer parte do clube do euro e daqueles que simplesmente não podem fazer parte deste clube", afirmaram as mesmas fontes à Reuters.»

Expresso, 9.11.11

   Diz o ditado português: "Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão".
   A União Europeia ainda não estava preparada para se chamar "União", começou como Comunidade Económica do Carvão e do Aço e já tinha avançado até Comunidade Europeia, mas não é uma verdadeira união pois pois a decisões neste momento já não são tomadas a 27 mas, sim, pela Comunidade Merkozy! Não era este o rumo que os criadores da unidade europeia tinham ao planearem a aproximação dos diversos países. O alargamento a diversos estados-membros foi sendo feito conforme o interesse económico alemão e agora querem fugir às suas responsabilidades? No meu país também existe outro ditado: "Quem comeu a carne que roa, agora, também os ossos!" Pois é, não se pode fazer apenas o que se quer mas, sim, o que tem que ser feito. Isso significa uma verdadeira construção europeia e não apenas de interesses económico-financeiros de poucos países em cima de muitos...
   Os governantes da Grécia, e não apenas o sr. Papandreou, têm responsabilidades acrescidas, a Itália e o sr. Berlusconni têm gravíssimas responsabilidades, e outros ainda terão mais; no entanto, estas cabeças tiveram de rolar porque alguém tem de ser considerado bode expiatório, assim como os povos de Portugal e da Irlanda estão a pagar e a sofrer as consequências por causa de governantes sem escrúpulos adeptos do faça-
-cada-um-o-que-quiser-enquanto-isso-puder-ficar-oculto. Controlo e fiscalização de forma rigorosa não existiam, pois toda a gente andava a lucrar dalguma forma com todas essas negociatas. E agora penalizam-se nações inteiras por culpa de todos os governantes da União, porque, voltando aos ditados, na minha terra também se diz que "tão ladrão é o que rouba como o que fica à porta". E, muitos são os que têm roubado e outros tantos aqueles que têm ficado, impávidos e serenos, à porta, assistindo aos roubos descarados dos outros sem nada fazerem para os impedir...

   Isto não pode ser assim, todos os políticos têm que ser responsabilizados em vez de serem autorizados a continuarem a brincar com a vida das populações. É chegada a hora de serem criminalizados os políticos irresponsáveis... É necessário exigirmos que os verdadeiros culpados pela actual situação sejam culpabilizados, julgados e condenados. Os povos não são meras peças de xadrez, nem tampouco marionetas, para serem movimentadas a bel-prazer de quem quer que seja!

G2: Comunidade Merkozy